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Igreja e Estado, na Revolução Francesa
Aboliu a servidão e os direitos feudais e proclamou os princípios universais de "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" (Liberté, Egalité, Fraternité)

 

Maria de Belem - Lider Parlamentar do P.S. à saída da receção na Embaixada Francesa

No passado domingo, na missa na paroquial dos Santos Mártires – Madragoa, o pároco informou que no dia 14 de Julho, o adro da igreja estaria cedido à embaixada de França, cujo edifício confronta com essa Igreja, para ali se comemorar o dia nacional daquele país, e que o recinto estaria vedado à livre circulação

Ora, investigando e tendo como certo o que me havia ficado no olvido sobre a “revolução francesa”, para além da "Liberdade, Igualdade e Fraternidade", sabia que, nessa altura, as relações Igreja Católica – Estado Francês, não tinham decorrido em “mar de rosas”… e assim descobri no link o que  passo a citar:

“No dia 14 de julho de 1789 uma multidão enfurecida tomou de assalto a Bastilha, prisão-símbolo do regime absolutista. A data significou uma mudança radical nos destinos da Europa. Com a queda do absolutismo e das colônias americanas de Portugal e Espanha, iniciou-se a conquista da independência política. Acostumados a uma tradição de privilégio, que lhes impedia uma visão da realidade, Igreja e Trono são perseguidos pela Revolução Francesa, cujo rastilho faz explodir a velha Europa. O princípio da igualdade estabelece que todos nascem livres e iguais em seus direitos, extinguindo assim o sistema baseado no sangue e no privilégio. Todos têm os mesmos direitos e deveres e devem contribuir para as despesas públicas. A Igreja e a nobreza perdem os privilégios: o que importa é o bem comum. A liberdade é definida como o direito de fazer tudo o que não prejudica os outros. Ao direito divino do rei sucede a soberania popular, da qual derivam os vários poderes, distintos entre si (legislativo, executivo e judiciário), para assegurar um equilíbrio estável e evitar arbitrariedades. O rei, ao invés de dizer “por graça de Deus”, dirá “por vontade do povo”. Não terá mais súbditos e sim cidadãos, que gozam de garantias.

A liberdade de culto se transformou em luta contra o Catolicismo: - expropriações do patrimônio eclesiástico, perseguições às ordens religiosas. Dezenas de milhares de religiosos foram privados de seus meios de subsistência e constrangidos ao exílio. - caiu o Trono e, como o Altar era aliado, necessariamente tombou junto.A Igreja perdeu boa parte de suas riquezas. Esse caminho foi inaugurado na França e no século XIX foi trilhado por quase todos os países europeus. Na Alemanha desapareceram os Principados eclesiásticos e a figura do Bispo-príncipe, de origem medieval. Em 1801, os príncipes hereditários alemães receberam como compensação os feudos da Igreja. As conseqüências: - bispos e padres, de uma posição privilegiada e rica, foram reduzidos a uma condição econômica modesta. Muitos viram nisto um perigo para a Igreja. Mas, por outro lado, o empobrecimento material significou um enriquecimento espiritual e a possibilidade de dedicar-se mais à missão própria da Igreja”.

Encontrar séculos depois, em Portugal, a Igreja a ceder o seu espaço social para a comemoração do “dia da tomada da Bastilha” - dia nacional de França é, acima de tudo, uma tomada de consciência cívica e de liberdade social e religiosa, de ambas as partes.
Por mera curiosidade pude apreciar um convívio bastante partilhado

 

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